Silvina M. Lopes da Silva: Carta Aberta a Fernando Lopes e Telmo Joaquim

Carta Aberta a Fernando Lopes e Telmo Joaquim

 

Dirijo-me ao Fernando Lopes e ao Telmo Joaquim através desta carta aberta na sequência das vossas considerações na reunião de câmara do passado dia 26 de Setembro de 2014, acerca da opinião pública que proferi no facebook sobre as vossas capacidades pessoais e politicas para os cargos que exerceram e exercem na vida pública de Castanheira de Pera.

Aparentemente o Fernando Lopes e o Telmo Joaquim, não gostaram das minhas “palavras pouco simpáticas” e disso logo quiseram fazer referência na acta da reunião, ameaçando com “acções Judiciais” com o objectivo de me calar ou amedrontar.

Mas para melhor esclarecimento, passo a explicar o sucedido. Quando soube que Jornal I publicou na sua capa uma imagem do Fernando Lopes com o título “as caras da desgraça autárquica” decidi expressar a minha opinião e partilhá-la no facebook escrevendo: “Sou Castanheirense, daquelas que teve de sair da terra onde nasceu para poder trabalhar. Aqui na Barra de Aveiro, só mesmo hoje vi este jornal. Diz que o Fernando Lopes é uma das caras da incompetência nas câmaras. Para um fulano sem carácter nenhum isto até é um elogio.”

 

Caro Fernando Lopes,

Porque é que o Fernando Lopes acha que eu o considero um fulano sem carácter? Eu explico-lhe. O Fernando Lopes lembra-se de quando era Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Castanheira de Pera e eu trabalhava lá como auxiliar de centro de dia? Lembra-se quando no dia 24 de Dezembro de 2004 (véspera de natal) já fora do meu horário de trabalho, perto das 19h00 me chamou ao seu gabinete e disse: “Silvina, vá servir os jantares aos idosos e depois passe aqui que eu preciso falar consigo”, depois de eu ir servir os jantares, o que o Fernando Lopes tinha para me dizer era: “Silvina, nós não lhe vamos fazer um contrato, a Silvina agora vai para casa, e daqui por uns meses, quando começar a receber o subsídio de desemprego, diga-nos qualquer coisa e depois volta para cá por um POC”. Que grande carácter que o Fernando Lopes demonstrou ter com esta conversa, não só pela data, como pelo conteúdo, como até por querer ter na Santa Casa mão-de-obra gratuita. Esta atitude é de alguém com carácter, Fernando Lopes?

Mas há mais situações que me fazem duvidar do seu carácter. Na mesma época, estava como utente no lar de idosos da Santa Casa da Misericórdia a minha tia Sofia Henriques Lopes, natural do Troviscal. Esta minha tia, por diversas vezes se queixou que os representantes da Santa Casa lhe mexiam na conta bancária e disso chegou a dar conhecimento ao Fernando Lopes enquanto provedor, mas segundo a mesma, a reacção do provedor foi de riso, como que tratando-a como uma demente, quando ela esteve sempre bem de saúde, sendo autónoma (tratava da sua própria roupa, ia todos os domingos à missa à igreja matriz, ia votar, andava sem problemas pela vila e até gostava de ir à sua casa ao Troviscal). Que reacção foi essa Fernando Lopes? Porque não levou a sério as queixas da minha tia? E porque é que ninguém a ajudou quando ela soube que as mobílias da sua casa do Troviscal tinham desaparecido e alguém lhe disse que as roubaram, porque é que a provedoria não a ajudou a apresentar queixa na GNR?

Mas o mais interessante da história da minha tia Sofia no período em que o Fernando Lopes foi provedor da Santa Casa é: A minha tia Sofia, quando decidiu entrar para o lar de idosos, informou a família que se continuassem zangados, doaria a casa do Troviscal à Diocese de Coimbra (onde esteve vários anos). Meses antes das eleições autárquicas de 2005, o provedor Fernando Lopes aparece com pompa e circunstância, numa entrevista ao jornal “O Castanheirense” a dizer que a Santa Casa tinha recebido por doação uma casa no Troviscal, dada por uma senhora de lá natural, e que iria transforma-la num centro de noite. Onde está esse centro de noite, Fernando Lopes? Mas sobre a casa da minha tia Sofia, o curioso é que esta não foi doada. A minha tia, nunca a doou à Santa Casa. Mas em Outubro de 2007, um suposto representante legal, que era simultâneamente membro da provedoria da Santa Casa, aparece no cartório notarial de Castanheira de Pera, para fazer uma justificação notarial (assinada pelo ajudante da conservadora e que à época fazia também parte da provedoria da santa casa) dessa casa a favor da minha tia Sofia (sim é verdade, a casa não pertencia apenas à minha tia, mas sim a todos os herdeiros da família Lopes do Troviscal – pode consultar o processo de inventário que ainda está no Tribunal de Figueiró dos Vinhos) e levou consigo três testemunhas, entre os quais o Sr. João Coelho e o Sr. Cursino Henriques, que prestaram declarações de que os pais da minha tia Sofia haviam morrido antes de 1950, que a minha tia Sofia não tinha herdeiros (para alem de mim, elenco alguns bem vivos: a minha mãe, Sofia Henriques Lopes, os meus tios Manuel Henriques Lopes e Aurélio Henriques Lopes e as minhas primas Maria de Fátima Henriques e Maria Angelina Henriques). Morremos todos, Fernando Lopes????? Mas, a história continua, no mesmo dia, em acto continuo à justificação, o suposto representante legal, assina uma compra e venda dessa casa, vendendo-a a um individuo de nacionalidade inglesa, por 70000,00€ (setenta mil euros). Estes 70000,00€ legalmente ainda hoje pertencem à minha tia, como esta já faleceu, pertencem aos seus legais herdeiros, pois não houve qualquer doação desse montante à Santa Casa ou a qualquer outra pessoa, pois a ter havido tal doação, teria de ser feita por escritura pública ou documento particular autenticado e teria de ser participado à autoridade tributária para pagamento do imposto respectivo. Qualquer doação verbal daquele montante é nula e não houve qualquer testamento. Mas onde está o dinheiro, Fernando Lopes??? Desapareceu? Está na contabilidade da Santa Casa? Mas e os impostos?? A Santa Casa fugiu ao pagamento de impostos??? O que aconteceu com esse dinheiro, Fernando Lopes???

É por isso que duvido muito do seu carácter, Fernando Lopes. Desde que o Fernando Lopes veio para Castanheira de Pera, todas as instituições onde se inseriu, ficam com as contas mal explicadas e envoltas em polémicas e dúvidas que nunca são esclarecidas. É por isso também, que estou aqui, tranquila, à espera que o Fernando Lopes concretize essa ameaça de processo-crime para que, no âmbito desse processo, o meu advogado possa requerer elementos essenciais à descoberta da verdade, entre os quais requerer todo o processo de justificação, todas as declarações entregues às finanças, o extracto das contas da minha tia, a inquirição das três testemunhas que no processo de justificação declararam que a minha família já morreu toda, requerer a junção da contabilidade da Santa Casa, para justificar a doação de 70000,00€, a inquirição do cidadão inglês para saber se pagou 70000,00€ ou mais.

E sobre a acção judicial que movi contra o município, por causa da oficina do Luis Pardal, no Carregal Cimeiro? Porque é que não fala? Porque é que apenas aproveitou a reunião de câmara para me amedrontar e não explicou aos vereadores e aos munícipes o que se passa com aquela oficina? Será que é por o Luis Pardal ter oferecido telemóveis para eventos realizados pelo município? Será que é por a sua campanha de 2005 ter posto lá o carro a arranjar? O que se passa afinal com aquela oficina? Porque é que demora 14 anos a tomar posse administrativa se à chaminé da casa do José da Silva Costa demorou apenas uma semana? Porque defere todos os pedidos de suspensão que o Luis Pardal faz ao município e sempre recorreu aos mais inusitados artífices para impedir o meu advogado de consultar esse procedimento administrativo? O que esconde esse procedimento? Porque é que o município permitiu que ao longo de 14 anos houvesse uma reiterada violação de regras urbanísticas? Como é que o município não detecta uma construção industrial em plena área protegida pelo regime florestal? Porque é que o município não instaurou o competente procedimento contra-ordenacional? O município não precisa de receitas? Pode dispensar coimas dessa envergadura, é? O que se passou, Fernando Lopes?

Se o Fernando Lopes respondeu ao jornal I, também pode responder-me através deste jornal, a dignidade é a mesma, ou então inicie o tal processo-crime, é isso que quer, não é Fernando Lopes?

O Fernando Lopes acha mesmo que consegue controlar a vida das pessoas? Que consegue cala-las? Pode conseguir com alguns pobres coitados que gravitam em seu redor, dando-lhe a sensação que tem algum poder, mas o Fernando Lopes não passa de um mero técnico de ensino primário, formado lá no politécnicozinho de Viseu, e que ainda não percebeu que o lugar que ocupa na sociedade é lá bem no fundo. Demita-se, vá-se embora, deixe de envergonhar Castanheira de Pera e volte para a sua terra. Castanheira de Pera sempre teve e continuará a ter pessoas capazes de reconstruir aquilo que o Fernando Lopes destruiu.

 

Caro Telmo Joaquim,

Ridículo! Este adjectivo seria suficiente para qualificar o seu comportamento na reunião de câmara de 26 de Setembro de 2014. O Telmo Joaquim é mesmo um garotão, aliás, o Telmo Joaquim é um bebé chorão, que não gostando das críticas que lhe fiz, em vez de reagir como um homem, foi a correr para a câmara, instigar os vereadores a reagirem por si. O que pretendia? Que fosse a câmara municipal a pagar as custas judiciais de um processo-crime contra mim, era? O Telmo Joaquim tem de aprender a assumir as suas responsabilidades. O Telmo Joaquim é mesmo uma criança, pois essa atitude, de adulta tem muito pouco.

O Telmo Joaquim se quer estar na vida pública tem de se habituar a ser criticado e a apontarem-lhes defeitos e a realçarem os seus disparates. Mas o Telmo Joaquim, não pode continuar a ser tão ignorante, pois os contribuintes não estão para gastar dinheiro com gente incompetente.

O Telmo Joaquim ignora tanta coisa que até faz impressão. Começando, por desconhecer o que é um munícipe. É que as “palavras pouco simpáticas” que lhe endereçaram através do facebook, não foram proferidos por um munícipe de Castanheira de Pera, pois eu resido em Coimbra onde estou recenseada e voto regularmente. Não se preocupe que, apesar de aqui residir, nasci e vivi toda a vida em Castanheira de Pera e ainda conheço bem o caminho para a sala de Sessões de Município de Castanheira de Pera, para fazer ao Telmo Joaquim as perguntas que nenhum munícipe lhe é capaz de fazer. Sempre quero ver se o Telmo estará preparado para responder ou se vai ficar exposta toda a sua impreparação política. Tenho de o lembrar de como o Telmo Joaquim fazia (e provavelmente ainda faz) nas reuniões do PSD em Leiria, em que esperava que o João Marques (de Pedrógão Grande) falasse para depois dizer mais ou menos o mesmo que ele?

O Telmo Joaquim envergonha Castanheira de Pera em cada vez que abre a boca, nesse seu jeito de bulldozer querendo levar tudo à frente mas sem ter nada dentro da cabeça para dizer. Como chegou a vereador? Teve de fazer um “acordo de cavalheiros”, não foi?

Mas quanto ao cerne da questão: a oficina do Luis Pardal no Carregal Cimeiro. Então, o Vereador Telmo Joaquim recebe a informação de que intentei uma acção judicial contra o município e acha que é brincadeira? Não se informa? Não estuda os dossiers? O que anda a fazer no município? Só se preocupa com as senhas de presença? A partir do momento em que lhe deram conhecimento dessa acção judicial, a sua obrigação enquanto vereador era requerer a consulta do procedimento administrativo que está nos serviços da câmara, estuda-lo e na reunião de câmara questionar o executivo sobre o assunto. Fazer perguntas como: Em que ponto está a acção judicial contra o município? Qual o pedido que a autora da acção faz? Qual o parecer do gabinete jurídico do município? Porque é que o município ainda não tomou posse administrativa da oficina do Luis Pardal? Porque é que o município tem uma dualidade de critério quanto a estes assuntos? (basta ver que quanto à chaminé da casa do pai da sua militante, José da Silva Costa, demorou apenas uma semana) E depois de analisado o dossier, o Vereador Telmo Joaquim tinha a obrigação de perguntar porque é que o presidente Fernando Lopes defere todos os pedidos de suspensão da posse administrativa que o Luis Pardal faz ao município? De perguntar porque é que o município permitiu que ao longo de 14 anos houvesse uma reiterada violação de regras urbanísticas? De perguntar se o presidente da câmara tem consciência que a violação das regras urbanísticas por parte do Presidente da Câmara, pode levar, no limite, à perda de mandato? De perguntar como é que o município não detecta uma construção industrial poluidora em plena área protegida pelo regime florestal? De perguntar quais as implicações que essas decisões podem ter para a imagem do concelho que se pretende de imagem limpa de poluição? De perguntar porque é que o município não instaurou o competente procedimento contra-ordenacional, ainda para mais quando o município precisa de receitas? O vereador Telmo Joaquim poderia ter feito tantas questões sobre este assunto e mostrar aos munícipes que está atento a todas as situações e que pretende que o município cumpra com as suas obrigações. Mas, de um vereador, mal preparado, como Telmo Joaquim é, o que lhe saiu da boca foi apenas uma choraminguice de que as minhas palavras pouco simpáticas era merecedoras de acção judicial. Enfim, o Telmo Joaquim com esta conduta só demonstra o garotão que é. Mas apresente lá a tal “acção judicial” contra mim. Não instigue os outros vereadores a pagarem as custas, pague-as o Telmo Joaquim e mostre assim a todos os munícipes que sempre que alguém o criticar leva com um processo. O Telmo Joaquim é simplesmente ridículo. Tem noção da sua incapacidade para estar na vida pública? Tem noção que não está preparado para ser vereador? Tem noção que as suas atitudes são de criança? Basta ver os textos que escreve aqui n’O Ribeira de Pera, repleto de gralhas e de smiles e bonecada como as crianças fazem nos cadernos da escolinha. Acha isso uma postura de vereador? É que se acha que um vereador se deve comportar assim, no próximo natal vou oferecer-lhe uma fralda e uma chupeta. Fica prometido. Até porque está na altura de o Telmo ir acabar de se criar ou de ir mudar a fralda.

O Telmo Joaquim, não tem maturidade para a vida pública e para a exigência que a mesma necessita. Vá para Pêra, dedique-se às danças de salão, aproveite e convide o Fernando Lopes, pois já José Sócrates dizia que “para dançar o tango, são precisos dois”.

 

Coimbra, 09 de Novembro de 2014,

Silvina M. Lopes da Silva

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