Ruy Serrano – A propósito do novo ano de 2017: Nunca é Tarde

 

Hoje, mais do que nunca, é importante para cada um de nós mentalizarmo-nos que nunca é tarde para corrigirmos a trajectória da nossa vida. A maior parte das pessoas entrega-se ao fatalismo, fazendo crer a si próprios que o seu futuro é traçado pelo destino.

Por aquilo que tenho observado de terceiros e de mim próprio, concluí que o nosso futuro depende, em grande parte, das nossas opções em determinados momentos da nossa vida. Nesses momentos cruciais, não tomamos a decisão provavelmente mais acertada, por falta de coragem ou pelo desvio da atenção por desafios enganosos que nos são propostos.

Ao longo de todas as etapas da nossa vida, surgem alternativas que nos deixam confusos e incapazes de decidir com lucidez o que melhor poderá servir os nossos interesses. Durante a juventude, são os sonhos demasiado cor de rosa que povoam os nossos pensamentos, muito longe das realidades. Na fase da vida activa, ficamos condicionados à vida profissional escolhida e aos compromissos familiares, e na vida sénior, não obstante o tempo estar na contagem decrescente, renasce a vontade de fazer algo que nunca se fez e para que estávamos vocacionados e que ainda se deseja concretizar.

Descobre-se então algo de especial para que nos sentimos mais atraídos e que esteve sempre escondido no lado obscuro da nossa vida. Concluímos então, tardiamente, que se tivéssemos sido tocados por essa chama, a nossa vida poderia ter sido mais bem sucedida.

Esta crónica é mais uma das muitas que me dão gosto escrever por fazer relembrar que Nunca é Tarde para todos nós, desde os mais jovens aos mais idosos, para conhecer, interpretar e ter coragem de fazer no sentido de mudar o curso das nossas vidas, contribuindo para a regeneração da sociedade e reencontro com a História de Portugal.

Ruy Serrano – 25.12.2016

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