Rede Cultura 2027 – Uma “história” por dia até Outubro

Gonçalo M. Tavares inicia Peregrinação Literária pelos 26 municípios da Rede Cultura 2027 – Candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura

Das portas de Lisboa às portas de Coimbra, do Litoral do Oeste ao interior do Médio Tejo, de cidades como Leiria a vilas como Ansião, são estes quase 6.000km2 do nosso território o espaço e o tempo por onde, a partir de hoje e durante exatos 4 meses, ecoa a voz e perpassam os passos de Gonçalo M. Tavares.

De 2ª a 6ª feira, durante cada um dos 4 meses que vão de 23 de junho a 23 de outubro de 2020 e acompanhando o Congresso em contínuo “O Futuro da Nossa Cidade” até à data da sua reunião final, o tão celebrado quanto lido escritor Gonçalo M. Tavares protagoniza uma peregrinação literária diária pelo território dos 26 municípios das regiões de Leiria, do Oeste e do Médio Tejo que, juntos, tecem a Rede Cultura 2027.

Numa altura em que, responsavelmente, praticamos o nosso desconfinamento coletivo, desde logo e também através da cultura, vamos para além da pandemia guiados pelo olhar e pelas palavras de Gonçalo M. Tavares, que aceitou o desafio de nos contar, pela sua própria voz, uma história por dia. Cada dia uma história, como quem as volta a ouvir depois de regressar à casa dos avós. Sempre com o toque e a voz de um dos mais celebrados autores portugueses.

Este percurso, tendo Leiria como ponto radial, integra 25 outros concelhos, quase 10% dos concelhos de Portugal Continental, totalizando mais de 805 mil habitantes e quase 6.000 km2 de extensão. Este território é vasto (atravessa 3 Comunidades Intermunicipais: Leiria, Oeste e Médio-Tejo), diverso, porém naturalmente coerente, porque portador de um sentido comum. O sentido de, mais do que uma candidatura, estes municípios e estas populações formarem uma Rede Cultura que vai de Sobral do Monte Agraço, às portas de Lisboa, a 178 km a norte, até Castanheira de Pera, já na fronteira com Coimbra, unindo ainda o litoral popular da Nazaré à história aristocrata do Cadaval, geminando as Torres Novas com as Vedras, convocando três cidades criativas da Unesco (Caldas da Rainha, Leiria e

Óbidos) e três dos mais simbólicos Lugares Património Mundial portugueses (Alcobaça, Batalha e Tomar).

Um território, uma história, um passo em cada dia, sempre contados pela pena e pela voz de Gonçalo M. Tavares. Para ler, ouvir e ir, todos os dias a partir de hoje, a partir de aqui.

 

Sobre o Autor: Gonçalo M. Tavares

O poeta e romancista português nasceu no ano de 1970 na cidade de Luanda, em Angola. Com o fim da guerra colonial estabeleceu-se com a família na cidade de Aveiro, onde passou a sua infância.

A sua primeira obra foi publicada em 2001 e desde então publicou livros em diferentes géneros literários, traduzidos em mais de 50 países e que deram origem a peças de teatro, objectos artísticos, vídeos de arte, ópera, etc.

Recebeu os mais importantes Prémios em Língua portuguesa como o Prémio José Saramago, o Prémio LER/Millennium BCP, o Prémio Branquinho da Fonseca, o Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores e o Grande Prémio de Conto da Associação Portuguesa de Escritores “Camilo Castelo Branco”. O romance “Jerusalém” foi ainda incluído na edição europeia de “1001 livros para ler antes de morrer – um guia cronológico dos mais importantes romances de todos os tempos”.

 

Sobre o Projeto: Peregrinação Através das Narrativas

Este projecto longo, de investigação, recolha e leitura, parte da ideia que se encontra, tanto nas Mil e Uma Noites como no Decameron: as histórias, as narrativas permitem-nos continuar a viver, ou seja, a avançar. No livro Mil e uma Noites cada história impede a morte. No Decameron, fugidos de uma peste, jovens contam histórias entre si até que o terror passe.

O projecto Peregrinação Através das Narrativas de Gonçalo M. Tavares propõe uma caminhada, uma peregrinação, por via de uma história por dia. História diária relatada, em forma áudio, por Gonçalo M. Tavares que lerá pequenas histórias, que ele mesmo escreveu, ou histórias clássicas, ligadas à sabedoria ocidental e oriental, fábulas, histórias tradicionais, etc. Cada dia uma história. E paralelamente a isso, a história irá permitir a caminhada num itinerário ao longo do território dos vinte e seis municípios. A cada história se avançará mais um pouco no mapa do território. Esse avanço poderá ser assinalado (e mostrado) pelo avanço de um ponto registado no mapa do território, exactamente como numa peregrinação.

A ideia será começar esta peregrinação, com uma história diária e com o avanço no mapa – tudo via redes sociais – numa determinada extremidade de um dos municípios, em Junho, e terminá-la no local do Congresso, a 23 de Outubro – aqui com uma conferência síntese final deste percurso de histórias ao longo de quatro meses.

A ideia é que a narrativa seja, ao mesmo tempo, peregrinação e hospitalidade. Como quem volta a ouvir histórias depois de regressar à casa dos avós.

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