“Portugal não pode esquecer nunca esta fatalidade que enlutou todo um país”, afirma a AVIPG

A Associação de Vítimas do Incêndio de Pedrógão Grande (AVIPG) assinalou no passado  dia 17, a passagem do terceiro ano da tragédia dos incêndios florestais em memória “da dor imensa de familiares enlutados” e por “um território ainda para repensar e melhorar”.

 

Num comunicado em que divulga o programa do “Dia Nacional em Memória das Vítimas dos Incêndios Florestais”, que conta com a presença do Presidente da República, a AVIPG afirma que “Portugal não pode esquecer nunca esta fatalidade que enlutou todo um país e feriu de morte a vida dos familiares que ficaram e marcou para sempre os corpos de uns e a memória de todos os que por cá viviam e teimam em viver”.

 

Na memória coletiva ficará para sempre o choque de 66 vítimas mortais, mais de 200 vítimas feridas, a dor imensa de familiares enlutados e um território ainda para repensar e melhorar. Tudo deve ser relembrado, hoje e sempre”, destaca a associação.

 

“ Hoje de máscaras, com ou sem luvas, o que nos une são sentimentos de perda, de injustiça e de dor difícil de sarar e calar, mas também de resiliência e de extrema coragem. Hoje de máscaras, mas de voz firme dizemos: estamos vivos e os nossos, os que partiram, também deveriam estar. Estamos feridos e queremos continuar a ser cuidados! Vivemos por cá e queremos que a realidade do que nos cerca, mude, mude mesmo!”, acrescenta.

 

A homenagem decorreu na sede da AVIPG, com “flores, velas, poesia, música, canto, ou somente silêncio”.

 

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