Pedrógão Grande celebra o 1º de Dezembro – Restauração da Independência

Cumprindo uma tradição secular, o 1º de Dezembro – Dia da Restauração da Independência – volta a ser assinalado em Pedrógão Grande, em 2019.

O programa da celebração contempla hoje, dia 30 de novembro, pelas 22h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma palestra intitulada “Assim começou a 4ª Dinastia”, pelo Dr. Luís Cunha, um pedroguense licenciado em História, já com algumas obras publicadas.

Às 24h00 terá lugar o Hastear das Bandeiras com a tradicional arruada pela Vila de Pedrógão Grande com a Filarmónica Pedroguense. Tempo ainda para o tradicional discurso de circunstância a cargo do Presidente do Município nos Paços do Concelho.

 

O Evento:

O Município de Pedrógão Grande em conjunto com a Sociedade Filarmónica Pedroguense cumpre anualmente com a tradição única no país de assinalar a Restauração da Independência. Tradição que, por ser única nestes moldes, já extravasou fronteiras concelhias e atrai pessoas de toda a região. Recorde-se o 1º Dezembro teve o feriado nacional suspenso durante alguns anos, no entanto, nem mesmo esse facto esfriou estas comemorações.

Sendo esta uma data histórica para lembrar e homenagear os heróis e o acontecimento de relevo, de especial importância e simbologia na história do nosso país e dos portugueses, todos os anos a população sai à rua para assinalar a Restauração da Independência. Após concentração junto ao edifício sede da Filarmónica, na zona histórica da vila, dali seguem cantando e tocando o Hino da Restauração até ao edifício da Câmara Municipal onde o Presidente do Município os aguarda. Depois em arruada pela vila de Pedrogão Grande dá-se o regresso à sede da Filarmónica onde, normalmente tem lugar um pequeno beberete que serve como pretexto para um animado momento de convívio.

 

O Enquadramento Histórico:

Esta data relembra a ação de nobres portugueses, que a 1 de dezembro de 1640 invadiram o Paço Real e mataram Miguel de Vasconcelos, o representante da Espanha em Lisboa, aclamando D. João, duque de Bragança como rei de Portugal.

A Restauração da Independência foi o culminar de um período de grande descontentamento por parte da população portuguesa que não estava satisfeita com a União Ibérica, entre Portugal e Espanha, que teve a duração de 60 anos (de 1580 a 1640).

A união ibérica originou problemas à população portuguesa, com sobrecarga de impostos e envolvimento de Portugal nos conflitos de Espanha.

Com a morte do jovem D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, Portugal enfrentou um problema de sucessão. Após o insucesso do Cardeal D. Henrique no comando da monarquia, Portugal foi regido por três reis D. Filipes de Espanha, durante 60 anos, período que ficou conhecido por Domínio Filipino.

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