OPINIÃO Por Fernando C. Bernardo (Da responsabilidade do autor): A Verdade da Mentira…

 

A Verdade da Mentira…

Não pretendo plagiar o título do livro de Gonçalo Amaral – “A VERDADE DA MENTIRA” sobre a menina inglesa Madeleine McCann, desaparecida no Algarve em Maio de 2007, apenas manifestar a minha solidariedade a “Gonçalo Amaral” vitima dos McCann, através da sua desonestidade visavam o enriquecimento ilícito, como tornar essa minha solidariedade extensível com muito respeito, carinho e consideração á população de Alge e lugares limítrofes, vítimas das habilidades de uma reformada dos serviços regionais da ex-Direcção Geral das Florestas, (Coimbra) através de fundamentação “habilidosa e mentirosa” com a colaboração de terceiros, “na minha opinião” tem vindo a tentar usurpar algumas áreas de baldio.

 

Relativamente a estas, recordo a grande batalha que venho desenvolvendo com o objectivo de desmascarar essa “usurpação” de áreas comunitárias em prejuízo de uma população idosa que muito respeito, apoio e luto, conforme referi na edição anterior, fui constituído arguido devido a queixa junto do Ministério Público, apresentada por Maria Eduarda Mota Campos, pelos crimes de injúria e difamação cujos objectivos admitindo a curto prazo possam ser invertidos e extensível aos que no desenvolvimento desses seus objectivos tem colaborado. Que fique bem claro, não fui eu que apresentei queixa no Ministério Público, apenas com a “VERDADE DA MENTIRA” pretendo defender-me.

 

Recordando o “direito de resposta” inserido na edição de Setembro de 2016 de “O Ribeira de Pera”, por esta senhora Maria Eduarda Mota Campos, no seu habitual e arrogante estilo descreve; “Para todos efeitos tidos por convenientes, a signatária nunca tentou apoderar-se de parcelas de baldio algum e desconhece as denominações das parcelas de baldios, “Segafrilhas” e “Legarilhas”, tal como a sua localização. O seu terreno, onde recentemente foram cortados pinheiros, denomina-se “Mestrinha” e foi adquirido pelo bisavô da signatária – falecido há mais de 70 anos – em 1930, de acordo com o Decreto n~ 15.568, de 31 de Maio de 1928. (Em suma, é legitima proprietária, por herdança, de terrenos que foram legalmente adquiridos, pelo seu falecido bisavô, possuindo todos os documentos que provam o descrito)”.

 

Homenageando o saudoso Vitorino Nemésio – “Se bem me lembro”, esta senhora Maria Eduarda Mota Campos, quando na qualidade de representante de uma herdança indivisa proveniente de seus progenitores participava na Casa de Convido de Ribeira Velha, numa assembleia de compartes de Alge, com o seu habitual e característico descaramento dirigindo-se a todos os presentes os acusou; “tudo o que vocês têm foi roubado”, conhecedor há muito das suas habilidades para um enriquecimento ilícito, admito esta senhora ter apresentado a todos os participantes naquela assembleia de compartes a sua “autobiografia” se concluirmos quando do primeiro interrogatório a que foi submetido, confrontado com alguns documentos juntos por esta senhora aos autos de inquérito entre estes cópia de certidão de uma escritura lavrada no dia 09/10/1930 pelo Notário Privativo da Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, na residência de seu avô, Joaquim Mota Campos, em Alge, em representação da comissão administrativa da Junta de Freguesia de Campelo, (no mesmo dia da celebração de outra inserida na edição de Setembro de 2016, de “O Ribeira de Pera”), vendia ao abrigo do decreto nº 15.568 de 31 de Maio de 1928, a seu pai Manuel Lourenço dos Santos, (bisavô da queixosa) quatro áreas de baldio identificadas por; 1- uma área de baldio sito em Vale Sidrão, com a área de 3.600m2; 2- uma área de baldio sito em Fonte Perdigão, com a área de 49.290m2; 3- uma área de baldio sito em Mestrinha, com a área de 322.905m2; 4- uma área de baldio sito em Lomba do Singral, com a área de 23.100m2.

 

Recordo também esta senhora Maria Eduarda Mota Campos, no seu direito de resposta com firmeza ter argumentado; “O seu terreno, onde recentemente foram cortados pinheiros, denomina-se “Mestrinha” e foi adquirido pelo bisavô da signatária – falecido há mais de 70 anos – em 1930, de acordo com o Decreto n~ 15.568, de 31 de Maio de 1928. (Em suma, é legitima proprietária, por herdança, de terrenos que foram legalmente adquiridos, pelo seu falecido bisavô, possuindo todos os documentos que provam o descrito.

 

Considerando a informação do sr. Presidente da “comissão de compartes de Alge e lugares limítrofes”, posteriormente por este confirmado por escrito ao director de “O Ribeira de Pera”, também numa assembleia de compartes, informado todos os presentes o corte dos pinheiros ter ocorrido no baldio Pé de Ingote, descrito pelo artigo matricial nº 1.818, da freguesia de Campelo, com a área de “um milhão oitocentos e cinquenta metros quadrados”, registado em nome desta comissão de compartes.

 

Perante esta informação e seu direito de resposta agora comprovado pela cópia da escritura junta aos autos a área adquirida ao abrigo do decreto nº 15.568, de 31 de Maio, pelo seu bisavô sita em “Mestrinha” com a área de 322.905m2., não subsiste qualquer duvida do objectivos desta senhora, quer queira quer não, é meu entendimento no final dos festejos carnavalescos em que nos encontramos deverá retirar a “máscara” e com firmeza explicar através de um segundo direito de resposta estas discrepâncias de áreas entre “um milhão oitocentos e cinquenta metros quadrados e a adquirida pelo seu bisavô, com a área de 322.90m2.”, tendo como certo o corte dos pinheiros ocorreu na área de “um milhão oitocentos e cinquenta metros quadrados”, até essa sua explicação é suspeita de pretender “usurpar” á comunidade de Alge e Pé de Ingote uma área de baldio que seu bisavô não adquiriu ao abrigo do decreto nº 15.568 de 31 de Maio de 1928, como por si referido no direito de resposta “enganosamente” o pretende insinuar.

 

Para além dessa explicação, também uma explicação sobre as suspeitas que sobre si recaem de uma plantação de eucaliptos, numa área com cerca de 450.000m2. de baldio, integrada no “Perímetro Florestal de Alge”, o director de “O Ribeira de Pera” várias vezes insistiu por escrito junto desta senhora para a sua clarificação pedidos aos quais nunca respondeu.

 

Lá diz o adágio popular. “os cegos não vêem os burros não compreendem”…

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