Montaria atraiu dezenas de caçadores e acompanhantes de norte a sul do país

No dia 27 de Janeiro de 2019 teve lugar a Montaria de Pedrógão Grande, organizada pelo Clube

Caçadores Bairradense (CCB) com o apoio da Câmara Municipal de Pedrógão Grande. Esta montaria surge pela paixão à caça enquanto desporto, mas também com o objectivo de atenuar os prejuízos causados por aqueles animais aos agricultores, cujas queixas são frequentes, porque não raramente vêem as suas culturas dizimadas.

Mais de meia centena de caçadores, oriundos de norte a sul do país, marcaram presença neste evento cinegético, cujo resultado final totalizou quatro javalis cobrados. A satisfação global dos caçadores, mesmo dos que não dispararam, era visível, principalmente porque – com todas as vantagens e mais-valias em termos de dinamização da economia local que daí advêm – ficou bem demonstrado o potencial cinegético do concelho de Pedrógão Grande como móbil de atracção ao território de aficionados pelas lides venatórias.

Quanto à jornada propriamente dita, logo pela manhã, a seguir às inscrições teve lugar o famoso “taco” (pequeno-almoço), no restaurante da albufeira do Cabril, após o qual o Director da Montaria, Paulo Costa, dirigiu algumas palavras aos monteiros, com as tradicionais recomendações e as específicas desta Montaria.

Falou depois o Presidente da Junta de Freguesia de Pedrógão Grande, Carlos do Jogo, para dar as boas vindas aos monteiros, desejar uma excelente jornada e deixar o convite para voltarem, seguido da representante do Município, a vice-presidente Margarida Guedes, que dirigiu breves palavras de boas vindas, destacou a importância do evento e, evidenciado o facto de a grande maioria dos monteiros serem oriundos de fora do concelho, considerou o evento como verdadeiro cartaz turístico de promoção do Concelho. Realçou depois o prazer e o bem receber dos pedroguenses e destacou a importância destas montarias para o equilíbrio cinegético.

De seguida distribuíram-se os participantes ao longo de montes e vales, soltaram-se as matilhas de cães para perseguir o rasto dos javalis e veados. Primeiro, ao som do primeiro foguete, deu-se início à caçada; depois, à largada do segundo foguete, deu-se o fim da montaria. Pelo meio, os caçadores espalhados pelas respectivas “portas” aguardaram em silêncio e arma pronta pela passagem dos javalis e dos veados. Nem o vento e o frio arrefecerem o ânimo destes caçadores, que tiveram que ficar quietos e em silêncio à espera das presas.

No final, Paulo Costa, Director da Montaria, mostrou-se agradado por “ter corrido tudo bem”.

“A caça a estas rezes favorece toda a gente”, assegurou, antes de acrescentar que “os caçadores não querem dizimar as espécies”. “Os monteiros são pessoas experientes e souberam cumprir as regras” – assinalou satisfeito. “É um dia de festa, de convívio, de reencontro de amigos e de fazer novos amigos” – frisou.

Os residentes – principalmente os que à tarde passaram junto ao restaurante na albufeira do Cabril onde teve lugar a concentração dos monteiros – afirmaram encarar estas iniciativas com agrado porque servem também para controlar a população destes animais que “destroem” os campos de cultivo.

O dia terminou com o leilão dos animais abatidos.

No final, em forma de balanço, Margarida Guedes, considerou que, ainda mais do que o bom resultado relativamente à caça propriamente dita, importa sublinhar a cuidada organização da montaria, os afincados esforços desenvolvidos no sentido de garantir o cumprimento de todas as regras de segurança que estão inerentes a este processo venatório, e o facto de ter proporcionado, a todos os caçadores e acompanhantes, momentos de lazer, de salutar convívio e a oportunidade de degustar a gastronomia local e conhecer as suas belas paisagens.

Comments are closed.

Scroll To Top