Mensagem do Director

Chegados ao fim de 2019, o director deste mensário regional, deseja a todos os seus leitores, anunciantes, colaboradores, críticos e opositores, “VOTOS DE BOAS FESTAS E FELIZ ANO NOVO”.

Ao incluir nesta minha saudação críticos e opositores, é meu entendimento que num estado de direito e democrático onde nos encontramos inseridos, a crítica e oposição é construtiva, por esse motivo, recordo Jesus Cristo quando pelos seus “algozes “a ser crucificado, elevou o seu olhar sobre o céu pediu a Deus: “perdoais-lhe Senhor que eles não sabem o que fazem”. Aos nossos críticos e opositores, com o mesmo objectivo suplico a Deus; “perdoais-lhe senhor que eles não sabem o que dizem”.

“O Ribeira de Pera” foi fundado pelo Dr. Manuel Dinis Henriques e a sua primeira edição surgiu no 10 de Maio de 1914, para anunciar a publicação em Diário da República, da constituição do concelho, cuja instalação veio a ocorrer no dia 4 de Julho de 1914, demonstrando nesta sua primeira edição tratar-se de um jornal de “carisma político”. Suspendeu-se a partir de 16 de Abril de 1916, e decorridos cerca de três anos regressou mas por pouco tempo, apenas 3 ou 5 edições, voltando a suspender-se após a sua edição de 27 de Abril de 1919.

O seu regresso, ocorre cem anos após a sua ultima suspensão, nunca esquecido pelas pessoas mais idosas que acompanhavam o desenrolar do contencioso entre a Fercorber, Ldª, proprietária do titulo “O Ribeira de Pera” e o município, quando para restabelecer “O Castanheirense”, jornal muito afecto ao “Estado Novo”, já registado no Instituto de Comunicação Social em nome da Fercorber, Ldª, surgiram os (na altura) donos políticos do concelho, através de “aldrabices e influencias politicas” a impedirem a sua publicação revertendo-a para o município. Mas aconselharam-nos então a repescar o titulo mais antigo, “O Ribeira de Pera”, e a sua primeira edição veio a ocorrer no dia 31 de Março de 2003, mantendo até hoje numa tiragem normal, religiosamente a cumprir o estabelecido pelo Artigo 2º do Estatuto da Imprensa Regional, aprovado pelo decreto-lei nº 106/88.

Decorridos 16 anos, dos vários órgãos de comunicação social do norte do distrito, somos os únicos sobreviventes. Devido aos cortes de apoio do Estado lutamos com algumas dificuldades financeiras, agravadas pelo aumento de encargos, inclusive impostos pagos ao próprio Estado que nos deveria apoiar, mas continuaremos disponíveis, dentro das mesmas linhas idealizadas pelo seu fundador, a lutar pela nossa continuidade, combatendo a corrupção e oportunismo político.

Comments are closed.

Scroll To Top