Editorial – Uma nova crise vem aí. Por: Fernando Correia Bernardo

 

Em 2010 anunciei que Portugal ia entrar numa crise profunda que a conjuntura internacional iria agravar. Chamaram-me alarmista.

A crise que se aproxima e que vai começar a sentir-se a partir de Maio de 2017, vai ser maior. Acreditem. Se o não fizerem, ao sentí-la dirão que tenho razão.

Todos nos recordamos das insolvências que de 2010 a 2015 eclodiram. Todos nos recordamos do desemprego. Todos nos recordamos do incumprimento dos contratos celebrados com os bancos. Todos nos recordamos das subidas das taxas de juro. Todos nos recordamos dos muitos milhares de pessoas remetidas para a pobreza e para a miséria.

Os indicadores, da conjuntura internacional, levam-nos a pressupor que, a crise que em meados de Maio de 2017 vai começar a manifestar-se, vai ser ainda maior.

A tomada de posse do Presidente dos Estados Unidos e as medidas políticas que vai tomar, vão ter reflexos a nível mundial, uma vez que, as mesmas vão pôr algum termo ao expansionismo chinês, ao avanço sem recuo da Rússia, à inacção da União Europeia.

Trump vai fechar os Estados Unidos da América ao expansionismo chinês com consequências imprevisíveis para a globalização e para União Europeia.

Portugal, inserido na União Europeia, tem beneficiado dos empréstimos do Banco Central Europeu que se tem traduzido na compra de dívida pública sem juros.

Porém, o Banco Central Europeu agora depara-se com a crise financeira da banca Alemã e também tem, em relacção à Alemanha, que adoptar a mesma receita que passa por comprar dívida pública à Alemanha sem juros.

Só que Portugal, até Março de 2017 vê esgotado o “plafond” do valor do que o Banco Central Europeu se comprometeu a comprar-lhe.

É, pois a partir daí, que a crise em Portugal vai começar a dar sinais.

Os primeiros sinais vão-se refletir, como tudo indica, na subida da taxa de juros, terminando a situação, do BCE, em emprestar a taxa zero.

Tal, com os Bancos descapitalizados, as empresas sem capacidade de recorrer a empréstimos, vai provocar um impacto na economia, ao ponto de, surgirem mais falências, mais desemprego, o Estado não conseguir pagar o que deve, serem-lhe recusados empréstimos. Tudo isto a que leva ? É óbvio que, a novo aumento de impostos.

Perante este novo quadro sombrio que se aproxima, o Governo propala que vai tudo bem e o Presidente da República vai “beber um copo ao Barreiro” e anda sempre em festa !

Aquilo, que tudo indica, que vai vitimizar Portugal, é algo de muito grave, preocupante e devastador. Daí, ser necessário e já, preparar os Portugueses para o que aí vem, com maiores consequências sociais que aquela nefasta situação que a “troika” causou.

Agora a crise é anunciada e os Portugueses tem que ter a noção de que Portugal está dependente, entenda-se pendurado por uma linha frágil que se resume a uma notação financeira duma entidade Canadiana. Se a notação baixar a desgraça abate-se sobre este País, os credores querem receber, os juros sobem e então, instala-se o caos.

Há que informar e preparar o País, para o que aí vem.

Que Deus ajude Portugal.

 

Por: Fernando Correia Bernardo

 

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