Editorial – Por Fernando Correia Bernardo

Só num país de loucos!

A grande maioria da produção agrícola em Portugal tem lugar nos minifúndios.

É o quintal cultivado e com árvores de fruto que traduzem algo da produção agrícola de subsistência. Essas áreas multiplicadas, a produzirem, dão as somas de produção agrícola que o País, ao longo dos anos, apresenta.

Estou estupefacto !

Para “curar” uma ou duas laranjeiras, agora é preciso uma carteira profissional e sem ela, é proibido adquirir os respectivos produtos.

No que é que isto vai dar ?

Vai dar naquilo que apelidamos de, o minifúndio deixar de ser cultivado.

Então, as grandes superfícies “Continente”, “Pingo Doce” etc. poderem importar fruta e leguminosas, sem terem a concorrência do minifúndio, ou seja da agricultura de subsistência.

Um reformado que cultiva o seu quintal, onde no mesmo plantava batatas, couves, nabos, alfaces e tinha umas árvores de fruto, agora, vê-se proibido de o fazer porque não tem a carteira profissional para desinfectar.

Isto é de loucos! Isto visa pôr na mão de uns poucos, a detenção do comércio de alimentos, sem que a produção de autosubsistência afecte as grandes superfícies., que com as dificuldades inerentes ao custo de vida, a horta traduzia-se numa reserva de alimentos.

Se “as grandes superfícies” já vendiam muito, passam a vender muito mais. Se elas pela importação desses bens alimentares, arruinaram a produção nacional, restando a da autosubsistência, até esta produção vai ficar arruinada por via de medida legislativa, restritiva. Essa tal carteira profissional é, nem mais nem menos, que algo que arruína a produção no minifúndio.

O reformado já não pode plantar batatas, nem leguminosas, sem ter uma carteira profissional de desinfecção. O mesmo é dizer que estão proibidos de semear o quintal.

Então, se quer tais bens alimentares, que vá a quem os detém para venda porque produzi-los, é proibido.

Portugal precisa de produzir e o Sr. António Costa, o que está a fazer, é precisamente a incentivar o contrário.

Enfim, só faltava isto, para beneficiar, ainda mais, as grandes superfícies. Portugal entrou na loucura!

 

 

 

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