EDITORIAL – Padeira de Aljubarrota. Por Fernando C. Bernardo

Brites de Almeida, a Padeira de  Aljubarrota, foi uma figura lendária e heroína portuguesa, cujo nome anda associado à vitória dos portugueses, contra as forças castelhanas, na batalha de Aljubarrota (1385). Com a sua pá de padeira, teria morto sete castelhanos que encontrara escondidos num forno.

«Se a padeira de Aljubarrota é um mito, uma invenção popular do século XV, nem por isso a desprezemos.

Um povo que dá a uma mulher ódio bastante contra os opressores estranhos para haver de matar a sangue frio sete desses inimigos executando-os com a pá de fornear; um povo que assim simbolizava o seu modo de sentir a tal respeito devia saber sustentar a independência nacional.

Nessa sustentação de independência nacional, decorridos 632 anos após este acontecimento de Brites de Almeida, em defesa da sua terra (Castanheira de Pera), pela primeira vez desde a sua fundação (1914), surgiu à frente de um grupo genuinamente de origem “castanheirense”, uma mulher réplica da padeira de Aljubarrota, que sem pá de fornear, conseguiu obter uma maioria absoluta sendo eleita a primeira mulher (do seu próprio concelho) a presidir a um executivo municipal, afastando e colocando em debanda uma espécie de “pára-quedismo” há décadas instalado que devido não só à falta de meios de substância não só afastou alguma população como destruiu o seu desenvolvimento, economia e as suas infraesturas.

Essa mulher “réplica” da Padeira de Aljubarrota, de nome Alda Correia, nasceu “à moda antiga” em casa dos seus progenitores, na Rua Dr. Eduardo Correia, em Castanheira de Pera, assistida pelo médico Dr. Ernesto Marreca David, surge agora na XXIV posição de presidente da autarquia restituindo como óbvio a administração económica e política do concelho a verdadeiros “castanheirenses”.

Com uma forte oposição vinculada na mensagem desprestigiante “o concelho ser governado por mulheres” em defesa de uma população dispersa e abandonada pelo “pára-quedismo” agora em debanda, foi contrariada pelo slogan “As Aldeias também são concelho”.

Contrariamente a alguns detractores que durante a campanha eleitoral tentaram denegriram a sua política local e profissionalismo inatacável por sem percalços desfrutar de uma muito digna carreira profissional inserida no sector bancário, com inicio junto de algumas administrações, reconhecida pela sua capacidade profissional a colocou vários anos responsável pela gerência de algumas destas instituições regionais, a reforçar esse seu profissionalismo, também o empresarial há vários anos a acompanhar a administração das empresas fundadas pelos seu progenitores, demonstrando e contrariando os delatores que ironicamente insinuando sobre as influências de um prestigiado exdeputado “Troviscalense”, se caluniam a eles próprios quando com fins depreciativos afirmam sobre o Partido Social Democrata. Pesou sobre o Troviscal a conotação política depreciativa de ser um pequeno curral social-democrata a desfigurar no “redil socialista”, apesar da ironia deste “troviscalense” ao inserir-se no que diz ser “curral” e do qual beneficiou das suas influências, contrariamente a este seu entendimento quando afirma que a vitória de Alda Correia foi uma “Vitória acidental”, está o discurso após tomada de posse de Alda Correia, por uma muito significativa multidão aplaudido, várias vezes interrompida com aplausos de apoio aos seus pontos de vista.

Reconhece-se a esta nova responsável pela administração do seu próprio concelho nos próximos quatro anos, dado a “ambiguidade” deixada pelo “pára-quedismo” em debanda, enfrentar muitas dificuldades pelas obras inúteis entre estas iniciadas à ultima hora como a substituição de asfalto no interior da vila em muito bom estado, a ocorrer, sendo objecto de represália por parte das populações radicadas nas Aldeias pelo apoio dado a Alda Correia que sempre defendeu na sua campanha “Aldeias que são concelho”, assim como apressar o regresso do município ao endividamento saído em Abril findo impedindo este grupo vencedor das “autenticas 2017” concretizar as promessas deixadas pelo “Aldeias que são concelho”.

NOTA:

Entre vários motivos agravado pela idade me obriga a afastar de direcção deste jornal, este será o meu ultimo editorial deixando livre este espaço a futuros pretendentes nesse sentido.

Aos seus leitores, fica o pedido de desculpa pelo incómodo que possamos ter criado pelos anteriores

Editoriais.

Fernando C. Bernardo

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