Editorial “O sistema financeiro” Por Fernando C. Bernardo

 

Não fora os Bancos espanhóis terem deitado a mão ao sistema financeiro português, a Banca em Portugal tinha falido e quem andou uma vida a poupar ficava sem as poupanças feitas ao longo de muitos anos e houve muita gente que ficou com o que poupou.

Foi o BPP; foi o BPN; foi o BES; foi o Banif; foi a Caixa Geral de Depósitos. O Montepio até quando aguenta? O estoiro vai ser ouvido em todo o País.

Esta é a realidade portuguesa por mais que alguém, a queira esconder.

O caos na Banca em Portugal não pode, nem deve, ser visto isoladamente, pois, os políticos tem a sua cota de responsabilidade e que é muita, embora a escondam.

Havia empresas e grandes aliadas ao sistema financeiro, a saber algumas delas; a CUF; a SOREFAME; os Cabos d’Avila, os Cimentos; a Lisnave e outras.

Foram separadas dos Bancos após o 25 de Abril.

Os políticos, como um lobo a salivar com fome, logo se apoderaram das respectivas administrações. Isso deu, no que deu. Na falência.

Ninguém foi culpado e as causas do encerramento, foram imputadas ao sistema e à conjuntura internacional.

Encerrado este tecido produtivo, houve que lançar mão ao ouro que Salazar aforrou. Desbaratou-se o ouro para pagar empréstimos.

De seguida, como bóia de salvação, apareceram os subsídios da União Europeia.

Quem lhes deitou a mão?

Para quem foram canalizados, muitos mil milhões? Não sabemos, mas seria correcto saber quem embolsou, muitos mil milhões de euros e onde estão.

Depois, veio a megalomania das obras públicas, barragens, auto estradas, parque escolar com o BES como  maestro de tudo isto, à frente do branqueamento  de capitais, criando circuitos de circulação do dinheiro difíceis de investigar, nos quais, hoje se sabe que as oligarquias  portuguesa, brasileira e angolana lucraram e muito com isso.

Estas oligarquias movimentaram milhões, criaram circuitos financeiros inimagináveis, os bancos ficaram descapitalizados e agora, é o cidadão comum que através dos impostos vai repôr na banca fundos para não encerrarem pela falência.

É isto que os políticos nos deram! É isto que os políticos, no silêncio não dão a conhecer aos cidadãos.

É isto que fez enriquecer alguns políticos, com a destruição da classe média.

Esta situação não pode, nem deve ficar impune.

Isto traduz corrupção, fuga de capitais, branqueamento de capitais levando a que, enquanto o cidadão comum empobrece, uma oligarquia corrupta lautamente enriqueça.

Vamos aguardar pelo que o Montepio nos vai trazer.

Enquanto tal acontece, só nos falta ver, Marcelo Rebelo de Sousa “madrinho” duma marcha de Lisboa, a desfilar/marchar na Avenida.

Isto tem a sua ironia, mas que Portugal está a ser colonizado pela Banca Espanhola, está. E os políticos a serem os “capatazes” dos colonos.

 

 

 

 

Por: Fernando Correia Bernardo

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