Editorial: A Grécia – por Fernando Correia Bernardo

Diz-se para aí “à boca cheia” coitados dos Gregos.

Nós diremos que estão a passar por aquilo que os governos em quem votaram fizeram.

Melhor dizendo, devem a Portugal e aos portugueses mil e oitocentos milhões de euros.

Mas apesar disso, tem um salário mínimo de 750 euros e a reforma mínima de 500 euros.

Entretanto os Gregos querem que países que integram a União Europeia com o salário mínimo de 505 euros e pensões de 300 euros, despejem dinheiro na Grécia para lhes continuar a proporcionar aquele referido nível salarial e de pensões.

Não vamos pois, adoptar o juízo de “coitadinhos”. Os Gregos não podem continuar a viver à custa dos outros países. Se gastaram mais do que produzem e esse gasto além da receita que tem, caíram no que merecem.

Quem, de boa fé, pode dizer que – o devedor quer mais do credor, quando lhe diz  que não paga o que lhe deve ?

Só a Portugal são mil e oitocentos mil milhões de euros.

Que paguem o que devem. Ou querem que lhes emprestem mais, para mais ficarem a dever ?

O Zé, que até está preso, esteve, quase, quase a colocar Portugal na situação da Grécia. Os portugueses sabem bem, o que passaram e ainda tem que passar, para o Zé lidar com muitos milhões.

Se os Gregos estão assim, que não votassem em quem os colocou nessa situação. Só tem que se queixar de si próprios.

Isso é que era bom?

Pedir, pedir, mais e mais, não pagar e depois querer mais emprestado, para não pagar.

Quem ganha 10 e gasta 15, por certo, tem a noção onde vai parar. Ou não?

É precisamente isto que se está a passar com a Grécia.

No entanto, aqueles que dizem – coitadinhos dos Gregos – então que comecem a dar o exemplo e daí que, passem a emprestar dinheiro aos falidos.

Na União Europeia só faz falta quem lá está.

Quem a integra tem que cumprir regras. Se gasta mais do que produz, a falência é o que o espera.

Muito tem a União Europeia tolerado à Grécia, nomeadamente, falsificações da contabilidade pública, receita fiscal inferior à despesa do Estado, reformas aos 55 anos, salário mínimo no valor de 750 euros, sem produção que suporte essa remuneração.

Um terramoto, uma praga, isso sim merecia a ajuda imediata. Mas gastar mais do que a receita que a Grécia tem, é algo que levou ao que levou.

O povo foi na onda das promessas dos políticos, em que estes prometeram o que não podiam dar. Deram e aí está o caos na Grécia.

Em Portugal sucedeu o mesmo e o Zé está preso.

 

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