Cadernos de Estudos Leirienses: Uma nova Revista ao serviço do Distrito de Leiria

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O lançamento desta nova revista do Distrito de Leiria ocorreu em maio de 2014, tendo-se seguido o lançamento dos seus números 2 e 3, em agosto e dezembro, desse anos, respectivamente, e o número 4, em junho de 2015. Trata-se de um projecto editorial da Editora Textiverso, de Leiria, que é liderada pelo Engº Carlos Fernandes. A Textiverso, com este novo lançamento, teve o mérito de congregar autores e investigadores de todo o Distrito de Leiria, proporcionando aos leitores um leque de conhecimentos que se encontram dispersos, ou mesmo desconhecidos, apostando em artigos inéditos da área da História, Arqueologia, Arte, Etnografia e mesmo da Literatura.

Os Cadernos de Estudos Leirienses têm como principal objectivo, no dizer da sua editora, proporcionar aos numerosos investigadores um veículo essencial para a divulgação dos seus trabalhos que tenham como pano de fundo a região alargada do Distrito de Leiria e territórios limítrofes com afinidades, como é o caso concreto de Ourém.

A sua função será a de fixar elementos essenciais para a compreensão do território definido, com textos de síntese, mas suficientemente desenvolvidos e fundamentados para colherem junto dos potenciais leitores a confiança e o esclarecimento que estas matérias requerem.

A primeira edição foi lançada em Leiria, no Dia da Cidade, em maio de 2014 e tinha como primeiro artigo: «A Igreja Matriz de Figueiró dos Vinhos: Um verdadeiro tesouro de Arte. As obras de restauro [1898 – 1904]», da autoria de Miguel Portela, tendo o mesmo autor escrito no segundo número: «A Terceira Invasão Francesa no norte do Distrito de Leiria», no terceiro número: «A indústria papeleira da região de Leiria no Portugal oitocentista», e no quarto número: «As Madres do Mosteiro de Santa Clara de Figueiró dos Vinhos Donas e Senhoras de “huma hora de agoa todos os dias”».

Miguel Portela é um Figueiroense que se tem dedicado à investigação sobre a História do Norte do Distrito de Leiria, tendo já produzido numerosas conferências, em todo o país e com várias obras publicadas.

A apresentação da quarta edição desta revista teve lugar em Alcobaça no dia 10 de junho deste ano, tendo ocorrido no dia 27 de junho uma tertúlia em torno dos temas tratados nos Cadernos de Estudos Leirienses-4, com os autores e o público na Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira, em Leiria.

Não se pretende que os Cadernos sejam um veículo científico strictosensu, mas também não se quer que eles se resumam a meros artigos de carácter jornalístico. A sua função será a de fixar elementos essenciais para a compreensão do território definido, com textos de síntese, mas suficientemente desenvolvidos e fundamentados para colherem junto dos potenciais leitores a confiança e o esclarecimento que estas matérias requerem.

Os Cadernos de Estudos Leirienses não são, por isso, uma revista nem terão uma edição periódica. O espírito é concitar a vontade dos investigadores para, de uma forma simples, mas bem estruturada, deixar ao público elementos a que ele não teria oportunidade de aceder, porque se ficam por colóquios, teses ou outras intervenções não publicadas, ou porque se fixam em livros técnicos, às vezes de difícil leitura ou até mesmo de restrita circulação. Os Cadernos de Estudos Leirienses terão, pois, uma publicação que se prevê regular e função dos materiais disponíveis.

Quanto ao conteúdo, deseja-se que ele seja homogéneo, mas não necessariamente temático. O limite é o da sabedoria. É provável, contudo, que a História, nas suas mais diversas e plurais abordagens, tenha nestes Cadernos um destaque compreensível: história social e política, história dos costumes, história das ideias, história económica, história eclesiástica, história da ciência, história da literatura… Mas também a genealogia e o património, a geografia e a sociologia, a educação e a antropologia, a religião e a arte, a saúde e o direito…

Miguel Portela

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