AVP – Adeus Vida Privada

Na abertura do calendário para o ano de 2019, coincidente com fenómenos astronómicas e ao mesmo tempo com períodos de adaptação às variadas necessidades das classes sociais do País.

No princípio do novo ano fazemos votos de boa união em comum acordo entre os partidos políticos, acabando de vez com guerrilhas intestinas, que em nada favorecem os interesses do nosso Povo, e para sempre nos sentirmos orgulhosos de sermos portugueses e republicanos.

É bem conhecido que a política de um terreno não permite uma agricultura intensiva, o mesmo será dizer que a insuficiência económica ligada ao défice exterior do País, assim como a vasta progressão do capitalismo, com a bênção do governo, vão mantendo a democracia no esquecimento, dando lugar ao populismo ou às extremas, o culto do absentismo.

Ou bem aceitamos esse convénio que serve as linhas do individualismo pela falta de disciplina social, ou nos resignamos à fatalidade e submissão de dois milhões de famílias portuguesas que vivem no seio da pobreza, com menos de 700 euros mensais, e daí a necessidade de instaurar um salário de actividade.

 

Como a indigência não anda mais sozinha, venho prevenir os leitores para utilizarem o seu número de identificação fiscal, ou número de contribuinte, unicamente nos espaços reservados ao tratamento fiscal ou aduaneiro.

Em Portugal ou além fronteiras, cada cidadão possui três números de identificação pessoal. São eles o número do Bilhete de Identidade, da Segurança Social e o número fiscal ou de contribuinte.

O número do BI pode ser apresentado como referência em todos os casos – comércio, serviços públicos e outros, pois que o seu número de identificação e a fotografia pessoal fazem parte da sua boa lógica.

Acontecem constantes roubos, fraudes e burlas, como o roubo de identidade pelo número de segurança social ou número fiscal, que depois de roubados são negociados no mercado negro pela oferta mais alta.

Tudo isto é uma prova irrefutável que não se pode negligenciar.

Todos nós somos contagiados pelo mundo maravilhoso do engano. O Google, Amazon, Facebook, Apple e Microsoft, os reis da Internet, procuram inexoravelmente os nossos dados pessoais para serem vendidos a publicitários e a empresas sem escrúpulos para seus grandes benefícios. Mas, pior que tudo isso é que o seu comércio liberticida é feito com a concordância de cada um de entre nós.

Os nossos dados pessoais são procurados por várias entidades a partir do momento em que utilizamos um objecto conectado como o telefone, relógio ou computador, etc.

Se compararmos esta caça persecutória dos nossos dados pessoais ao gosto da autoridades europeias, ou pela afixação na via pública pelos meios audiovisuais, compreendemos que não nos resta mais que uma onça, ou seja, alguns gramas do antigo peso, da nossa intimidade, cada ser humano é observado sem o mínimo respeito pela lente corrigida do telescópio.

A exploração do homem pelo homem, é uma falsa doutrina.

AVP

 

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