Autarcas prenunciam-se sobre o encerramento das repartições de finanças

Município de Góis

Já “sustenta” funcionamento da repartição de finanças

A presidente do município de Góis, Lurdes Castanheira (PS), mostrou-se hoje preocupada com o eventual encerramento da repartição de finanças local, que atualmente ainda funciona devido ao apoio da Câmara.

“Há mais de dois anos que estão duas pessoas a trabalhar na repartição de finanças de Góis remuneradas pelo município. Se hoje ainda funciona em pleno deve-se ao nosso empenho e apoio financeiro”, afirmou à agência Lusa a autarca socialista.

O Governo comprometeu-se a encerrar metade das repartições de finanças do país até ao final de maio, decisão que deve afetar oito concelhos dos 17 do distrito de Coimbra, entre eles o de Góis.

Município de Pampilhosa da Serra

Pampilhosa da Serra diz que se finanças fecharem deve haver isenção de impostos

O presidente do município de Pampilhosa da Serra, no interior do distrito de Coimbra, disse hoje que se o Governo encerrar a repartição de finanças local deve também “isentar” de impostos os empresários e a população.

“Se isentarem as pessoas e os investidores do pagamento de impostos, nem precisamos da repartição”, disse José Brito (PSD), considerando que a população “devia ser recompensada por ser resistente e continuar a povoar o interior do país”.

O Governo comprometeu-se a encerrar metade das repartições de finanças do país até ao final de maio, que deve afetar oito concelhos dos 17 do distrito de Coimbra, entre eles Pampilhosa da Serra.

PS Coimbra Diz que fecho de finanças acentua declives entre litoral e interior

O encerramento de repartições de Finanças, que deve afetar oito concelhos dos 17 do distrito de Coimbra, “acentua declives e desigualdades” entre litoral e interior, disse hoje à agência Lusa o líder distrital do PS.

“Esta medida é um ataque a estes concelhos, às suas populações e é o acentuar das desigualdades, do descrédito e da desesperança das pessoas e do afastamento entre Estado e cidadãos”, criticou Pedro Coimbra, presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS.

Para o líder socialista no distrito de Coimbra, o encerramento de repartições de Finanças “em nada contribui para a recuperação económica e financeira do país”, para além de ter pouca influência no “equilíbrio das contas públicas”.

Presidente da CIM Trás-os-Montes

O presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Trás-os-Montes, Américo Pereira, acusou hoje o Governo de estar a fazer “uma razia no país” com o encerramento de serviços públicos como a supressão de metade das repartições de Finanças.

“Os homens ficam na história por fazerem, há outros que querem ficar na história por desfazerem, por fazerem o mal e, portanto alguns ministros, alguns governantes, estão a fazer isso”, afirmou o autarca socialista.

A reação do dirigente da comunidade que representa nove municípios e é também presidente da Câmara de Vinhais, surge na sequência do compromisso do Governo em encerrar metade das repartições de finanças do país até ao final de maio, assumido no memorando de políticas económicas e financeiras que acompanha o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre a 11.ª avaliação ao Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF).

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