Apresentação do livro “Nau da Vida”, de João Coelho

“Nau da Vida” é o nome do livro de João Coelho apresentado ao final da tarde do passado dia 26 de julho, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.

Em “Nau da Vida” a poesia tem esta “maneira mágica de tocar a sensibilidade do ser humano no gesto mais suave e profundo”, com a “entoação adequada à vibração dos sentidos”, como refere Adriano Pacheco, no prefácio da obra.

A obra foi apresentada pela Dra. Zulmira Bento, investigadora, poetisa e pintora, e fê-lo de forma brilhante, com uma viagem pela obra, evidenciando as suas particularidades, uma poesia que nos deleita em torno da harmonia em ritmo.

O livro é composto por dois capítulos: Um, intitulado, Mosteiro – Aldeia de Encantos, onde o autor “viaja” por caminhos das suas raízes; o outro, sob a epígrafe Sonhos e Vivências, em que o sonho e a realidade se cruzam numa contingência real e subjetiva. Trata-se de uma poesia que aborda o quotidiano, de forma a fazer sentir os raios solares do amanhecer, ou das suas tonalidades quentes do entardecer, como nos sugere o poema Verde Fluvial Praia: “Água, sol e sombra/ Cores, contrastantes/ Doçura/ Onde os olhos bebem os ventos/ Com leveza e ternura”.

Zulmira Bento é, curiosamente, autora do livro “Cataventos”, lançado há vários anos e que tem interessantes referências à Escola Primária do Cimo da Vila, em Pedrógão Grande, o que foi realçado pelo Presidente Valdemar Alves, a quem coube a apresentação da convidada, um bom exemplo das “mulheres que fazem falta ao país” – afirmou.

Durante a sua intervenção, o Presidente Valdemar Alves falou depois do autor do livro, João Coelho, lembrando não só a sua obra literária, mas também a sua dedicação ao associativismo, como foi o caso de uma colaboração que tiveram à frente da Casa da Comarca em Lisboa, já nos anos 80 e mais recentemente a sua passagem pela Câmara de Pedrógão Grande, onde foi Vereador: um Pedroguense assíduo na defesa dos interesses Pedroguenses” – afirmou.

Já o autor, afirmou-se um “homem que vive entre os livros”, como que justificando a sua veia poética e literária, lembrando que apenas aos 55 anos começou a escrever poesia. Uma generosidade intelectual que vai colocando ao serviço da comunidade que o viu nascer.

O Autor foi intervalando a sua intervenção com a leitura de poemas de sua autoria, não incluídos nesta obra, de onde realçamos um escrito no dia a seguir ao trágico incêndio de 17 de junho 2017 – curiosamente dia de aniversário de João Coelho – que fez soltar emoções entre a plateia que lotou por completo Salão Nobre e obrigou mesmo a um reforço de cadeiras, e onde se encontravam muitos munícipes anónimos, amigos, e familiares, nomeadamente, esposa, filha e neto que lhe fez a surpresa da presença, em Dia dos Avós.

Entre as intervenções, o jovem pedroguense João Neves e o neto de João Coelho declamaram com mestria alguns dos poemas da obra.

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