A OCASIÃO FAZ O LADRÃO OU BURLÃO ?

Há um ditado popular que diz “a ocasião faz o ladrão”, a julgar pelo que se passa com os equipamentos disponibilizados pela Portugal Telecom ficamos sem saber se estamos na presença de um equipamento “ladrão ou burlão” .

Como noticiado na última edição de O Ribeira de Peracampelo_cabine, a PT instalou no passado dia 3 de Junho, numa das extremidades do edifício da Junta de Freguesia de Campelo, Figueiró dos Vinhos, do lado esquerdo da porta de acesso aos WC públicos, uma “cabine telefónica pública”. sem qualquer protecção não só do equipamento como do utilizador quando em épocas de chuva.

Com a sua instalação, a população reconheceu tratar-se de uma infra-estrutura de utilidade pública permanentemente a ser utilizada quer durante o dia ou noite em especial em casos de urgência chamar os meios de socorro.

Não só a própria população como o cidadão que nesta época veraneio visita Campelo, dadas as dificuldades de comunicação via telemóvel nesta área populacional, ao verificar dispor desta infra-estrutura de comunicação convicto do seu bom funcionamento em caso de necessidade procura a sua utilização.

Qualquer utilizador através deste objecto “decorativo” acredite no seu bom funcionamento, coloca as moedas à boca do “mealheiro” levante o auscultador inicia a marcação, no final desta concluída as moedas são engolidas pelo equipamento sem direito a retorno.

Experimentámos telefonar deste equipamento, mas no visor indicava: “só chamadas gratuitas…”

Ao longo dos primeiros 45 dias, este aparelho já “roubou” ou “burlou” (interprete como entender) dezenas de cidadãos que ainda acreditam numa PT honesta neste caso não o demonstra se concluirmos a instalação da cabine pública, nunca esteve ligada à rede telefónica nacional, aguarda por essa necessária ligação, sem que no seu mínimo as moedas entradas no mealheiro sejam devolvidas ou em alternativa a colocação de aviso advertindo para o seu não funcionamento.

Estes equipamentos, para além de não serem “grevistas” ultrapassam a rentabilidade dos melhores trabalhadores da PT, não recebem salários, não estão sujeitos ao pagamento de horas extraordinárias, não auferem o direito a férias, subsídio de férias e Natal, permitem engrossar o ordenado e prémios extraordinários da sua administração.

 

 

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